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“O que o futuro presidente precisa priorizar no setor energético” – Por Marília Brilhante

Marília Brilhante é CEO da Energo Soluções.

Com o título “O que o futuro presidente precisa priorizar no setor energético”, eis artigo de Marília Brilhante, CEO da Energo Soluções em Energias. “Os próximos quatro anos poderão definir o posicionamento do Brasil no cenário energético mundial, se houver planejamento consistente e visão estratégica, o país terá condições de ampliar sua liderança em energia limpa, atrair investimentos, fortalecer sua base industrial e transformar seus recursos naturais em desenvolvimento sustentável, mais do que um tema de governo, a política energética deve ser compreendida como um dos principais pilares da soberania e da prosperidade nacional”, expõe a articulista.

Confira:

A definição da política energética será um dos temas mais estratégicos para o próximo governo, em um cenário de transformação tecnológica, pressão por descarbonização e aumento da demanda por eletricidade, os candidatos à Presidência precisarão apresentar propostas que ultrapassem promessas eleitorais e apontem soluções concretas. O desafio consiste em combinar crescimento econômico, segurança energética e responsabilidade ambiental, garantindo que esses objetivos avancem de forma integrada.

Entre as prioridades mais urgentes está a expansão da infraestrutura do sistema elétrico, embora o Brasil tenha ampliado significativamente sua capacidade de geração por meio das fontes solar e eólica, a rede de transmissão e os mecanismos de armazenamento ainda representam gargalos importantes, modernizar o sistema elétrico, investir em redes inteligentes e ampliar a capacidade de escoamento da energia produzida será fundamental para assegurar maior estabilidade, reduzir perdas e acompanhar a evolução do consumo nacional.

Outro compromisso indispensável é consolidar a transição energética como uma política permanente, e não como um projeto sujeito às mudanças de governo, o país reúne vantagens expressivas, como uma matriz elétrica majoritariamente renovável, liderança na produção de biocombustíveis, potencial para desenvolver o hidrogênio de baixo carbono e disponibilidade de minerais considerados estratégicos para a nova economia, no entanto, essas oportunidades somente se converterão em desenvolvimento caso haja regras claras, ambiente regulatório previsível e incentivos capazes de atrair investimentos de longo prazo.

O fortalecimento da indústria nacional também precisa ocupar posição central nessa agenda, exportar recursos naturais e importar tecnologias reduz o potencial de geração de riqueza, estimular a produção doméstica de equipamentos para energias renováveis, sistemas de armazenamento, baterias e novas soluções tecnológicas significa ampliar a capacidade de inovação, gerar empregos qualificados e fortalecer a competitividade da economia brasileira.

Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de garantir segurança no fornecimento de energia. A expansão dos data centers, da inteligência artificial, da digitalização e da eletrificação de diversos segmentos da economia elevará de forma consistente a demanda energética, por isso, planejamento de longo prazo, diversificação das fontes e investimentos contínuos em eficiência energética serão decisivos para evitar restrições que possam limitar o crescimento do país.

Outro ponto que exigirá maturidade dos futuros governantes será a condução do debate sobre petróleo e gás durante o processo de transição energética, adiscussão precisa ser orientada por critérios técnicos, transparência e responsabilidade ambiental, evitando posições extremadas, o objetivo deve ser conciliar a segurança do abastecimento, a competitividade econômica e a redução das emissões, preservando o interesse nacional.

Os próximos quatro anos poderão definir o posicionamento do Brasil no cenário energético mundial, se houver planejamento consistente e visão estratégica, o país terá condições de ampliar sua liderança em energia limpa, atrair investimentos, fortalecer sua base industrial e transformar seus recursos naturais em desenvolvimento sustentável,mais do que um tema de governo, a política energética deve ser compreendida como um dos principais pilares da soberania e da prosperidade nacional.

*Marília Brilhante

CEO da Energo Soluções em Energias.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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