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“Por que precisamos ir às ruas neste 1º de maio?” – Por Augusto Monteiro

Augusto Monteiro é o secretário-geral do Sindifort e da Intersindical Ceará.

Com o título “Por que precisamos ir às ruas neste 1º de maio?”, eis artigo de Augusto Monteiro, secretário-geral do Sindifort e da Intersindical Ceará – Central da Classe Trabalhadora. “Em Fortaleza, a atividade do 1º de maio acontecerá na Beira Mar, com concentração no espigão da Avenida Rui Barbosa, a partir das 15 horas”, expõe o articulista.

Confira:

A mobilização para o 1º de maio em Fortaleza, assim como nos anos anteriores, acontece de forma unificada, o que mostra que o conjunto das entidades sindicais e movimentos sociais que constroem essa importante data de luta e resistência da classe trabalhadora, está conseguindo compreender a conjuntura em que estamos inseridos.

Também neste ano, mais uma vez, é urgente combatermos o fascismo, o golpismo e o imperialismo, ou seja, o que temos de pior na política brasileira e internacional. Podemos perder, inclusive, o nosso direito de lutar e a nossa ainda inacabada democracia, assim como a soberania nacional.

No Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, é essencial cobrarmos pautas que precisam avançar. É preciso colocar na ordem do dia o fim da escala 6X1 e a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário. Precisamos ter vida além do trabalho. A escala 6X1 também é misógina e racista, porque ela explora principalmente as mulheres negras periféricas, sumetidas à dupla jornada de trabalho; o combate ao feminicídio deve ser algo prioritário, não é possível continuarmos com a situação que temos no Brasil em relação ao assassinato de mulheres; a tarifa zero deve ser garantida para a classe trabalhadora brasileira nas mais diversas cidades e o transporte público deve ser tratado como um direito social para o povo; a pauta ambiental também é muito importante, pois com a emergência climática não temos plano B para o planeta e as grandes tragédias como enchentes, por exemplo, afetam principalmente a classe trabalhadora mais pobre. Também não menos importante, precisamos neste 1º de maio, fazer a defesa intransigente do serviço público e dos servidores e servidoras, pois é a partir de sua atuação que temos serviços e políticas públicas para a população brasileira, principalmente para aqueles e aquelas que não podem pagar por serviços privados.

Em Fortaleza, a atividade do 1º de maio acontecerá na Beira Mar, com concentração no espigão da Avenida Rui Barbosa, a partir das 15 horas. É muito importante que as pessoas participem. Diante da gravidade da situação, vamos precisar de um momento muito potente e combativo, onde possamos lutar, resistir e avançar em pautas tão necessárias para o povo do Brasil e daqui da nossa cidade.

*Augusto Monteiro

Secretário-geral do Sindifort e da Intersindical Ceará – Central da Classe Trabalhadora.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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