PubliEditorial – Ceará precisa de mais empresas ou de empresas mais produtivas?

Uma empresa estruturada consegue se manter mais tempo no mercado – Foto: Adobe Stock

O sucesso da formalização depende da capacidade dos pequenos negócios de se manterem competitivos, aumentarem sua produtividade e criarem mais oportunidades de renda e trabalho

O Ceará tem avançado na abertura de empresas, mas o crescimento do número de CNPJs coloca uma questão importante para a economia: abrir mais negócios é suficiente? Em 2025, foram registrados 134.271 novos empreendimentos no Estado entre janeiro e novembro, crescimento de 27,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O indicador mostra dinamismo, mas também levanta outro desafio: quantas dessas empresas conseguem permanecer no mercado e crescer?

A sobrevivência empresarial é um dos principais pontos dessa discussão. Dados do IBGE mostram que cerca de 20% das empresas fecham no primeiro ano de atividade e que 62,7% não chegam aos cinco anos. Ou seja, criar uma empresa é apenas a primeira etapa. Para que o empreendedorismo tenha impacto duradouro na economia, é preciso transformar negócios recém-abertos em empresas capazes de se manter, aumentar faturamento, contratar e competir.

Uma empresa mais produtiva consegue fazer melhor uso de recursos, reduzir desperdícios, organizar processos e aumentar sua capacidade de atender ao mercado. Para a economia cearense, isso significa que o avanço não deve ser medido apenas pela quantidade de empresas existentes, mas também pela capacidade desses negócios de crescer e gerar valor.

Por meio do ALI Produtividade, o Sebrae acompanha pequenos negócios na identificação de problemas e na implementação de melhorias de gestão e processos. A proposta é ajudar a empresa a encontrar gargalos e adotar soluções que possam melhorar seu desempenho, tornando a produtividade uma ferramenta prática para o crescimento.

A mudança de perspectiva é importante porque uma economia mais forte não depende apenas de ter mais empresas, mas de ter empresas que sobrevivam, cresçam e gerem oportunidades. Para o Ceará, o próximo passo pode estar menos na corrida por novos CNPJs e mais na capacidade de transformar os negócios que já existem em empresas mais eficientes, competitivas e preparadas para crescer.

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