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Revolução Educacional: Projeto i-Jovens e a Transformação da Escola para o Século XXI

Projeto i-Jovens inteligência, inovação inclusão na “Escola Amanhã”

(O projeto i-Jovens é um novo modelo, metodologia e plataforma, para formação de jovens, baseada em IA Generativa. O i-Jovens teve o financiamento da FUNCAP, em 2023, e está sendo proposta pelo IRACEMA Digital ao SEBRAE no contexto da Rede de Inovação do Ceará a ser implementada em 2024)

A Escola no século XXI não tem feito o “dever de casa”. Ela tem se mostrado incapaz de compreender o impacto das revoluções tecnológicas e às transformações comportamentais dos jovens, seus desejos e aspirações.

A Falência da Escola

Em uma era dominada pelo avanço da Inteligência Artificial (IA) e pela ubiquidade da web e das redes sociais, muitas escolas no Brasil permanecem ancoradas em paradigmas educacionais desatualizados, que não refletem as novas maneiras pelas quais os estudantes interagem com o mundo e absorvem informações, notadamente no ensino público fundamental e médio. Esta lacuna entre os métodos de ensino tradicionais e as ferramentas modernas não apenas compromete a relevância do conteúdo educativo, mas também desestimula os alunos, que se veem distanciados dos processos de aprendizagem que fazem sentido em seu cotidiano digitalmente integrado.
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Assim, a Escola do século XXI enfrenta o desafio de se reinventar, buscando incorporar, ao invés de rejeitar, tecnologias emergentes e entender melhor a psicologia da geração conectada, para permanecer relevante na formação de futuros cidadãos. A necessidade de uma transformação radical na estrutura educacional é evidenciada por diversos dados preocupantes sobre o sistema escolar atual. Por exemplo, o aumento da evasão escolar é um dos sinais mais alarmantes dessa crise.

No Brasil, uma pesquisa da UNICEF de 2021 revelou que cerca de 5 milhões de crianças e adolescentes estavam fora da escola no ano anterior, um aumento significativo comparado a períodos pré-pandemia. Além disso, dados do IBGE indicam que o número de jovens que “nem estudam, nem trabalham” continua crescendo.

Adicionalmente, há um aumento notável em problemas de saúde mental entre jovens, incluindo depressão e ansiedade. Segundo a OMS, cerca de 20% dos adolescentes sofrem de algum tipo de transtorno mental, com a depressão sendo um dos mais comuns. Esse cenário é agravado por um ambiente escolar que muitas vezes não consegue oferecer o suporte necessário ou adaptar-se às necessidades emocionais e psicológicas dos estudantes. Estes dados sublinham a urgência de se repensar o modelo educacional vigente, considerando formas mais inclusivas, flexíveis e integradas de educação que possam realmente atender às demandas e ao bem-estar dos alunos na sociedade contemporânea. A escola do futuro precisa ser mais do que um local de aprendizado acadêmico; ela deve ser um espaço de suporte emocional, desenvolvimento social e inovação, onde os jovens se sintam engajados e preparados para enfrentar os desafios do mundo moderno.

A “Escola Amanhã”

Diante dos desafios apresentados pelo descompasso entre as escolas tradicionais e o ambiente digital em que os jovens estão imersos, surge a necessidade premente de um novo modelo educacional.

A Escola deve evoluir para um espaço onde os alunos são verdadeiros protagonistas do processo educacional.
A Escola deve evoluir para um espaço onde os alunos são verdadeiros protagonistas do processo educacional.

Nele, o professor adota o papel de um “diretor de cena”, transformando cada aula em uma peça de teatro onde os estudantes são os atores principais, criando e explorando um conteúdo a ser ensinado/ aprendido de forma ativa e criativa.

Este modelo inovador não somente reconfigura o papel do educador, mas também reestrutura o ambiente de aprendizado, tornando-o insustentável modelo magistral em um laboratório dinâmico de experiências e interações.

A Escola Amanhã é, portanto, focando na formação de jovens autônomos, críticos e capacitados para interagir com um mundo cada vez mais tecnológico e interconectado. Aqui estão os conceitos fundamentais nos pontos de vista filosófico, educacional e operacional:

1. Núcleo filosófico: é fundamentado na ideia de que a educação deve ser uma prática emancipadora. Inclusiva e personalizada. Misturando Paulo Freire e Antony Seldon, a proposta enfatiza o diálogo e a problematização como ferramentas para a construção do conhecimento, além da promove o uso de IA na personalização do aprendizado.
2. Ponto de vista educacional: adota uma abordagem holística e integrada que combina currículo acadêmico com competências socioemocionais e tecnológicas. O projeto implementa metodologias tais como aprendizado baseadas em projetos (Project-Based Learning – PBL) que incentivam a investigação e a solução de problemas reais.
3. Operacional: O ambiente físico da escola seria redesenhado para facilitar diferentes estilos de aprendizagem, com espaços modulares que podem ser adaptados para workshops, laboratórios de inovação, e áreas para estudo individual e colaborativo.

O Projeto i-Jovens

Assim, a Escola Amanhã deve ser concebida como um ambiente onde o aluno deseja estar por se sentir essencial, valorizado, conectado com o seu tempo.
Dentro do preconizado acima, na Escola Amanhã, o i-Jovens é um novo modelo metodológico, associado a uma plataforma para formação de jovens, baseada em IA Generativa. O projeto teve o financiamento da FUNCAP, em 2023, e está sendo proposto pelo IRACEMA Digital ao SEBRAE no contexto da Rede de
Inovação do Ceará a ser implementada em 2024.

Três aspectos se destacam:

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  1. Aprendizagem sociocultural: Inspirada em teorias educacionais progressistas, como as de Vygotsky sobre aprendizagem sociocultural e o conhecimento é construído coletivamente, o projeto i-Jovens também atua como um antídoto para o isolamento exacerbado pela interação digital superficial, criando um senso de pertencimento e propósito compartilhado. Assim, os jovens são incentivados a assumir papéis ativos como educadores de seus colegas, o que é poderoso no desenvolvimento da cidadania, comunicação e liderança deles. Adicionalmente, o i-Jovens bebe na fonte de Ken Robinson, promovendo a criatividade e a habilidade
    individual, a curiosidade e a paixão pela vida.
  2. Jovem ensinando jovem: Este conceito do i-jovens apoia-se na ideia de que os jovens podem consolidar seu próprio aprendizado e desenvolver habilidades interpessoais significativas ao ensinar outros jovens. Esse método não só reforça o conhecimento adquirido como também promove a empatia, a colaboração e a responsabilidade social. Ferramentas digitais e plataformas podem ser usadas para suportar essas interações, proporcionando um ambiente rico em recursos para que os alunos ensinem mutualmente de maneira eficaz e envolvente. Provavelmente, o uso de chatbots inteligentes gerativos (ChatGPT, Gemini, BART etc.) provocará rebuliços tão impactantes na sociedade como as revolucionárias
    web e redes sociais que não foram compreendidas pela Escola.
  3. IA na formação de jovens: Desmantelando, como nunca visto, vários paradigmas na sociedade, a Inteligência Artificial (IA) chegou para ficar quanto a formação de jovens. Os Assistentes virtuais gerativos, por exemplo, inauguram a chamada Engenharia de Prompt (interação com o chat inteligente) que vai exigir do jovem novas habilidades intelectuais, tais como uma melhor formação em humanas (filosofia, história etc.) e conhecimento geral. Programação de computadores, por ex., não vai mais existir amanhã, cedendo lugar à Engenharia de Prompt, … que também cederá seu lugar, em breve.

Com as abordagens educacionais e tecnológicas acima os jovens no projeto i-Jovens são incentivados a explorar seus interesses e paixões, guiados por educadores que atuam como facilitadores, e não meros transmissores de conhecimento. Isso estimula uma maior interação e colaboração entre os jovens, fomentando neles um senso de comunidade e pertencimento.

Conclusão

O projeto i-jovens acontece num momento ímpar do século XXI em que a IA generativa, esta que, de súbito, assusta ao “criar” conteúdos, aparece ressuscitando conceitos ficcionais como a “singularidade”.

A Escola não se deu conta de sua responsabilidade na formação de jovens que serão, queiram ou não, os responsáveis pelo planeta, pela manutenção do ciclo homo sapiens. Ela não pode ser um local aonde o jovem não quer ir, por não atender suas expectativa, desejos e aspirações.

A Escola precisa transformar-se em um espaço vibrante de descoberta e inovação, onde cada jovem seja motivado a aprender para atender suas expectativa, desejos e aspirações, ser educado não só para o sucesso acadêmico, mas também para o desenvolvimento pessoal e coletivo, ser preparando para a cidadania proativa.

Assim, o projeto i-Jovens tem como ideia central motivar os jovens a assumirem responsabilidades não apenas como aprendizes, mas como cidadãos conscientes e atuantes. Isso envolve despertar e nutrir a autoestima dos jovens, incentivando-os a reconhecer e valorizar suas capacidades individuais e coletivas de contribuir positivamente para a sociedade.

A Escola torna-se, assim, um palco para a prática da solidariedade e da cidadania, onde os alunos aprendem a importância de ajudar o próximo e a impactar o mundo ao seu redor de maneira significativa. Ao visualizarem-se como agentes de mudança e transformação social, os estudantes não só se adaptam melhor às exigências do futuro, como também se preparam para liderar essas transformações, armados com conhecimento, empatia e uma renovada autoconfiança.
Educar é mexer na autoestima do jovem, criar mecanismos que o motivem ao milagre diário da vida, “empurrá-lo” em busca de sua melhor versão, essa coisa aser sempre procurada em cada um de nós… que somos jovens!

Mauro Oliveira

Professor, … aprendendo!

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