Com o título “Sem Aécio, Ciro é a voz do bolsonarismo no Ceará”, eis artigo de Acrísio Sena, historiador e dirigente estadual do PT. “Ciro passou anos afirmando que o bolsonarismo representava um risco para a democracia e, hoje, dialoga politicamente, defende e alia-se com esse mesmo campo. Virou cavalo de Troia e a voz do bolsonarismo no Ceará”, expõe o articulista.
Confira:
No Brasil e no Ceará estarão em disputa nestas eleições dois projetos. De um lado, a defesa da democracia, da ciência, do SUS, da educação pública e de um Estado presente na vida de quem mais precisa. Do outro, o bolsonarismo, marcado pelo autoritarismo, o negacionismo e o abandono dos pobres.
A saída de Aécio não pode ser tratada como um fato isolado: ela faz parte de um cenário em que o Brasil é empurrado a escolher entre projetos antagônicos de nação, obrigando partidos e lideranças a revelarem de que lado realmente estão.
Ciro Gomes já escolheu o seu. Movido pelo ressentimento contra o campo progressista, tornou-se refém da extrema direita. Pode trocar o discurso e posar de independente e até de “salvador” mas a realidade é clara: no Ceará, Ciro é Bolsonaro e Bolsonaro é Ciro.
É esse projeto que atacou a ciência durante a pandemia, deixou o país ultrapassar 700 mil mortes, conviveu com o escândalo das barras de ouro no Ministério da Educação e fez a fila do osso para os pobres e privilégios máximos para os ricos.
Ciro passou anos afirmando que o bolsonarismo representava um risco para a democracia e, hoje, dialoga politicamente, defende e alia-se com esse mesmo campo. Virou cavalo de Troia e a voz do bolsonarismo no Ceará.
Quem é Ciro Gomes? É apenas uma réplica malfeita de Bolsonaro, com sotaque cearense.
*Acrisio Sena
Historiador e Dirigente Estadual do PT.