Com o titulo “A Brasilidade voltará na Copa”, eis artigo de Ernesto Antunes, escritor e consultor empresarial. “Em um país sem ídolos atuais, principalmente na visão das novas gerações, fiquei impressionado com as dezenas de vídeos que assisti, em uma explosão de sentimentos e alegria de pessoas de todas as idades, cores e raças, aprovando a convocação da nossa seleção”, expõe o articulista.
Confira:
Com mais de quatro décadas acompanhando as copas do mundo de futebol, senti, neste ano, em plena convocação do treinador Carlo Ancelotti, um misto de emoção, entusiasmo e surpresa.
Em um país sem ídolos atuais, principalmente na visão das novas gerações, fiquei impressionado com as dezenas de vídeos que assisti, em uma explosão de sentimentos e alegria de pessoas de todas as idades, cores e raças, aprovando a convocação da nossa seleção.
Em todos os vídeos que mostravam a ingenuidade, pureza e esperança das crianças, sejam nas escolas, ginásios, ruas ou em casa, não contive as lágrimas, principalmente quando o nome de Neymar Junior foi anunciado pelo treinador da Seleção Brasileira de futebol. A reação das pessoas, foi como um gol em final de uma copa do mundo, tantas foram as vibrações vistas repetidas vezes. Mesmo sabendo que ele não está em suas melhores condições.
Para alguns mais céticos, isso poderia parecer tolice, mas, teve uma representatividade enorme para os brasileiros, que conviveram com as contusões de Neymar, vida extra campo e até sua coragem em declarar a sua preferência política.
Em nada isso atrapalhou o desejo da grande maioria dos brasileiros, que acompanharam a sua convocação derradeira para uma copa do mundo de futebol, com festa e expectativa no hexa.
Acompanhando de perto os comentários nas televisões, jornais, sites e mídias sociais, voltei a me sentir orgulhoso em saber que o patriotismo não acabou e que o exemplo da criançada eufórica e em transe nos faz voltar a acreditar
não apenas em Neymar, mas retomar o sentimento de brasilidade. Também sabemos que existem pessoas que torcem e vão torcer contra a nossa seleção.
Para não perder essa euforia, fui imediatamente ao Centro da cidade e percebi a movimentação dos camelôs, que começavam a vender os adereços alusivos á festa maior do futebol mundial e do Brasil.
Aproveitei e comprei uma amarelinha, uma vuvuzela verde e amarela e uma bola com as cores da bandeira nacional. Também comprei um álbum da copa para não perder essa tradição.
Enfim, o primeiro kit copa do mundo já havia sido comprado e agora que Neymar vai jogar, a festa precisa começar e a bola entrar no gol, ou, como dizia João Saldanha: “A Copa do Mundo é o ápice de uma forma de brasilidade que entra em campo de quatro em quatro anos”.
Não é pelo Neymar, é pelo Brasil.
*Ernesto Antunes
Escritor e Consultor Empresarial.
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Essa é a expectativa de nós patriotas com a nossa seleção e de Neymar.