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CNJ promoverá a Semana da Pauta Verde, que deve movimentar mais de 30 mil processos

Fachada do prédio do CNJ,em Brasília. Foto: Arquivo

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoverá, entre os dias 8 e 12 de junho próximos, a II Semana da Pauta Verde, com participação dos tribunais da Justiça Federal e Estadual de todo o País. Coordenada pelo Fórum Nacional do Poder Judiciário para o Meio Ambiente (Fonamb), a ação é uma mobilização nacional voltada a impulsionar a tramitação de processos estruturais ambientais, especialmente aqueles que envolvem maior complexidade e impacto coletivo.

Para este ano, a expectativa é de que a Semana da Pauta Verde analise mais de 5,2 mil processos na Justiça Federal e cerca de 26 mil na Justiça Estadual relativos à gestão de resíduos sólidos, saneamento básico, poluição, regularização fundiária, proteção de áreas ambientais e impactos de grandes empreendimentos.

A prioridade são ações penais, civis, fiscais, litígios climáticos e outras demandas estruturais relacionadas às questões envolvendo lixões e aterros sanitários. A iniciativa contará com a realização de mutirões, audiências e ações de conciliação, com o objetivo de enfrentar problemas ambientais de grande impacto social e garantir respostas mais ágeis e efetivas por parte do Judiciário.

A ação busca incentivar a conciliação e a mediação, com o objetivo de reduzir o tempo e os custos dos processos. Além disso, pretende aprimorar a gestão dos recursos judiciais, contribuindo para uma governança ambiental mais eficiente no sistema de justiça.

Também entram na análise os acordos de não persecução penal, que são firmados entre o Ministério Público e o investigado antes do início da ação penal, além dos casos passíveis de suspensão condicional, as ações dos juizados especiais, as execuções fiscais ambientais e as demandas estruturais e climáticas.

Pautas previstas

Na Justiça Federal, as atividades incluem mutirões, audiências e projetos específicos. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que abrange Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e o Distrito Federal, deve concentrar cerca de 5 mil processos, com foco em temas como desintrusão de unidades de conservação, impactos de hidrelétricas, a seca histórica do Rio Madeira e conflitos ambientais na Amazônia.

Já o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), com jurisdição sobre São Paulo e Mato Grosso do Sul, realizará audiências de conciliação envolvendo casos como a restauração da Vila Maria Zélia, patrimônio histórico na capital paulista, a gestão do uso da orla no Guarujá (SP) e os impactos de usinas hidrelétricas, com forte ênfase na construção de acordos.

No Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, haverá audiências sobre temas como contaminação ambiental por chumbo, regularização da Lagoa do Peixe, saneamento básico, desastres climáticos no Vale do Rio Taquari e direitos de comunidades indígenas e quilombolas.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), que contempla os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, priorizará processos relacionados a lixões, construção de aterros sanitários e falhas em sistemas de esgotamento, além de promover mutirões recursais e atividades de conscientização ambiental.

No Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), Minas Gerais dará destaque a temas estruturais, como segurança de barragens e o acompanhamento do desastre de Mariana, com atividades institucionais complementares. (Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ).

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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