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“Guerra de perdedores” – Por Fátima Vilanova

Fátima Vilanova é doutora em Socióloga pela UFC. Foto: Arquivo Pessoal

“Os partidos comportam-se de igual forma, não fiscalizam seus eleitos, não cobram o cumprimento das leis, ao contrário, lutam por abrandá-las, de modo a não serem alcançados pela Justiça”, aponta a socióloga Fátima Vilanova

Confira:

O Brasil vive um momento de extrema polarização. Ele está dividido em cima do nada: nada que se aproveite, nada que construa, nada que aponte uma direção promissora para a maioria da população. É só discurso de ódio, dos dois lados. A corrupção é o assunto predominante nas redes sociais. Mas a vigilância dos internautas só é exercida sobre os adversários. E os políticos envolvidos em maracutais seguem apostando na desinformação, na cegueira dos eleitores, na paixão incondicional deles.

Os partidos comportam-se de igual forma, não fiscalizam seus eleitos, não cobram o cumprimento das leis, ao contrário, lutam por abrandá-las, de modo a não serem alcançados pela Justiça. As denúncias de irregularidades são atribuídas sempre à perseguição política, à criminalização da política. Os políticos fazem vista grossa para a compra de votos nas eleições, o direcionamento de licitações na máquina pública, o loteamento danoso dela, os desvios de emendas parlamentares, as indicações políticas tiradas do colete destinadas às Cortes superiores e Tribunais de Contas.

O terreno da política está todo minado pelos vícios, pela corrupção, privilégios e compadrio. A guerra que assistimos no Brasil, de descompromisso com as leis, com a população, não tem como ser vencida com cegos enfrentando cegos, e sendo dirigidos por cegos. O momento exige, mais do que nunca de união, de reflexão, da sociedade e partidos políticos, visando ao enfrentamento das mazelas da política.

Direita e esquerda estão juntos e misturados como mantenedores da estrutura propiciadora de todos os infortúnios da população brasileira. A direita só visa aos interesses do capital, ignora a necessidade de avanço civilizatório nas relações entre capital e trabalho, quer um capitalismo predatório, sem risco, sem concorrência, sem custos, com exército industrial de reserva abundante. A esquerda ignora a necessidade de controlar as despesas, de não gastar mais do que arrecada, de fiscalizar o uso de cada centavo do dinheiro público, de combater todo desperdício, e de cortar o que significa prejuízo para as contas públicas.

A cegueira é a mesma na direita e esquerda. Até quando? E o Brasil só se atrasa. E a guerra continua, sem vencedores. O que fazer? Proponho a união da população para pensar no Brasil, para discutir o fim da estrutura viciada da política, o fim do poder desmedido dos políticos. O dinheiro que falta no orçamento vai aparecer, propiciando a redução de impostos, a queda da inflação, a redução da Selic, o fortalecimento da economia, com ganhos para todos.

Enfrentar este desafio é o que pretende o Movimento pela Moralização da Política, com as seguintes bandeiras: fim de reeleição, fim do loteamento da máquina pública, fim das emendas parlamentares, instituição do concurso público para os aspirantes a ministros das Cortes superiores e Tribunais de Contas. Os políticos que pensam no Brasil precisam abraçar esta luta, já.

Fátima Vilanova
Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), autora do livro: Está tudo errado… (Disponível na Amazon), e criadora do Movimento pela Moralização da Política. Acompanhe no YouTube: @fatimavilanova6810, e compartilhe o vídeo do Movimento com os seus contatos

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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