“Colocar o caso envolvendo Tofolli e Moraes para uma situação de colocar a imagem do STF na lama é o desejo dos bolsonaristas e da guerra subterrânea”, aponta o jornalista Esdras Gomes
Confira:
O bolsonarismo é movido por uma pauta regressiva de direitos sociais e trabalhistas. No governo Bolsonaro, o STF e o Senado Federal foram dois locais que frearam a pauta reacionária. Lembre-se da pandemia.
Após a derrota de Bolsonaro, durante quatro anos montaram um movimento estratégico. Movendo Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, Michele Bolsonaro como candidata em Brasília e mexendo seus peões pelo Brasil.
Mas a vida não está tão fácil para eles. No Nordeste, pode ocorrer uma onda vermelha e termos surpresas a favor do presidente Lula. Luizianne está em terceiro lugar no Ceará. Na Paraíba, podemos ter a eleição de dois senadores de fora do campo bolsanarista. No Rio Grande do Norte, cresce as campanhas de esquerda. Reeleição de Renan em Alagoas, Jaques Vagner na Bahia, Rogério Carvalho em Sergipe.
No Sudeste, Marina Silva (Rede) lidera em São Paulo, Marilia Campos (PT) em Minas Gerais, Benedita da Silva (PT) no Rio de Janeiro e no Espirito Santo, Renato Casagrande, do PSB, dispara e Fabiano Contato luta pela segunda vaga.
Atualmente, o bloco bolsonarista teria em torno de 37 senadores. O PL mais aliados. Estão quatro posições de ter maioria no Senado. Com a esquerda em melhores condições do que em 2022, onde Lula estava preso, temos a chance de diminuir este bloco.
As pesquisas apontam que o campo bolsonarista pode chegar a 27 senadores e com essa manobra de Mendonça, acho que pode chegar a 30, fazendo reveses subterrâneos justamente na Região Sudeste e tentar consolidar posições no Nordeste, que momentaneamente estão na frente das pesquisas, mas poderiam ser derrotados numa onda vermelha/Lula.
Nesta situação entra Mendonça. O problema não é o caso Master. Mas quando ele parte pro desgaste em período eleitoral. Colocar o caso envolvendo Tofolli e Moraes para uma situação de colocar a imagem do STF na lama é o desejo dos bolsonaristas e da guerra subterrânea. Pois puxa o debate para um nível moral, facilmente absorvida pelo esgoto fascista e de rápido contágio pela população.
É necessário um movimento rápido da comunicação sindical para evitar esse apocalipse de Rogério Marinho, presidente do Senado. Não é necessariamente mais investimentos financeiros, mas acelerar a mobilização da tropa e convencer os sindicalistas ainda vacilantes. Como formadores de opinião, este grupo poderia influir entre 0,5% a 1%, vital para algumas disputas apertadas.
Com a vitória de Marinho, pautas como a taxa assistencial, fim da escala 6×1, negociação do serviço público, investimentos na agricultura familiar e temas como a NR-1 estariam sobre sérios riscos. É hora de movimentar!
Esdras Gomes é jornalista (Metamorfose Comunicação)