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JFCE garante canabidiol pelo SUS a jovem com epilepsia de difícil controle

Medicamentos à base de cannabis. Foto: Divulgação

A Justiça Federal no Ceará (JFCE) determinou que a União forneça canabidiol a uma jovem de 21 anos que convive com epilepsia de difícil controle. A decisão assegura continuidade do tratamento e reduz o risco de novas crises, internações e agravamento do quadro clínico.

A sentença é da 26ª Vara Federal e condenou a União a fornecer 4 frascos por mês pelo período de dois anos. Após esse período, a paciente deverá solicitar novamente o medicamento na via administrativa. Se houver nova negativa, poderá ingressar com outra ação judicial com laudos atualizados. Essa medida permite reavaliar o tratamento conforme avanços científicos e eventuais mudanças nas políticas públicas de saúde.

A decisão também concedeu tutela de urgência, devendo a União iniciar o fornecimento em até 30 dias. Em caso de descumprimento, poderá pagar multa diária.

Entenda o caso

A autora comprovou que enfrenta epilepsia refratária desde a infância e que já utilizou todos os medicamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da doença, sem obter controle adequado das crises. Diante da falta de resposta às terapias convencionais, o médico que acompanha o caso prescreveu canabidiol 50mg/ml como tratamento complementar. De acordo com os laudos médicos apresentados no processo, o medicamento reduziu de forma significativa a frequência das crises e trouxe melhora clínica relevante.

Antes de recorrer à Justiça, a paciente solicitou o fornecimento do medicamento pela via administrativa, mas o município de São Gonçalo do Amarante negou o pedido.

A perícia judicial confirmou os elementos apresentados pela autora. O laudo atestou que a paciente tem epilepsia de difícil controle e que os remédios oferecidos pelo SUS não foram eficazes no caso concreto. A perita concluiu que o canabidiol apresentou resultado positivo, que não há substituto terapêutico disponível na rede pública e que o tratamento é urgente para evitar piora progressiva do quadro.

Embora não exista risco imediato de morte, a especialista alertou que a manutenção das crises pode provocar perda cognitiva, lesões decorrentes de convulsões e outros danos permanentes. (Com Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do Ceará).

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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