Com o titulo “O futuro do Ceará também passa pelas mãos dos fazendários”, eis artigo de Nilson Fernandes, diretor de Comunicação, Cidadania e Cultura do Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf). “O trabalho dos fazendários cearenses não se limita à arrecadação. Ele ajuda a transformar receita em direito, planejamento em obra, equilíbrio fiscal em serviço público, inteligência tributária em desenvolvimento social”, expõe o articulista
Confira:
O Ceará mudou muito nas últimas décadas. Quem acompanha a vida do Estado sabe reconhecer essa travessia. Há mais escolas, hospitais, estradas, equipamentos públicos, ações culturais, projetos esportivos, investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Há, sobretudo, uma busca permanente por um Ceará mais justo, mais igual e capaz de
transformar o desenvolvimento em oportunidade para sua gente.
Por trás de cada política pública que chega à população, existe uma engrenagem silenciosa, técnica e decisiva: a Administração Fazendária. É nela que se organiza parte fundamental das condições para que o Estado possa planejar, arrecadar, investir e entregar resultados. O trabalho dos fazendários cearenses não se limita à arrecadação. Ele ajuda a transformar receita em direito, planejamento em obra, equilíbrio fiscal em serviço público, inteligência tributária em desenvolvimento social.
Nos últimos 30 anos, a Secretaria da Fazenda do Ceará alcançou um patamar reconhecido de excelência, com servidores comprometidos, qualificados e conscientes da dimensão pública de sua missão. O fazendário está presente na base de grandes realizações do Estado, inclusive daquelas que projetam o futuro, como o ITA Ceará, empreendimento estruturante que pode abrir novas fronteiras para a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação no Nordeste.
Mas todo novo ciclo de desenvolvimento exige instituições fortes. A reforma tributária, a modernização tecnológica, a interiorização das ações do Estado e o aumento das demandas sociais impõem novos desafios. Para enfrentá-los, o Ceará precisa valorizar quem sustenta, com trabalho técnico e responsabilidade, a capacidade financeira das políticas públicas.
É nesse sentido que a regulamentação da Lei Orgânica da Administração Fazendária se torna fundamental, urgente e inadiável. Uma lei que abre perspectivas para fortalecer a Administração Fazendária, modernizar estruturas, garantir melhores condições de trabalho e ampliar a capacidade de arrecadação do Estado não pode ficar apenas no papel. Fazer uma lei e não regulamentá-la é adiar seus efeitos concretos. E, nesse caso, adiar significa perder tempo, perder capacidade de investimento, deixar de trazer mais recursos para o Ceará e reduzir a força de realização das políticas públicas.
Por que esperar? Esperar significa não aproveitar plenamente o potencial técnico dos fazendários. Significa dificultar a presença da Fazenda no interior, retardar investimentos em formação, tecnologia, inteligência fiscal, equipamentos, veículos e estruturas adequadas de trabalho. Significa, sobretudo, não projetar o futuro com a velocidade que o Ceará precisa.
Valorizar os fazendários é investir na própria capacidade do Ceará de realizar mais e melhor. É permitir que a Fazenda continue ampliando receitas, aperfeiçoando processos e contribuindo para que os recursos públicos cheguem onde precisam chegar: à saúde, à educação, à infraestrutura, à cultura, ao esporte, à inovação e à vida das pessoas.
O futuro do Ceará não se constrói apenas com grandes ideias. Constrói-se com instituições preparadas e servidores valorizados. Fortalecer a Administração Fazendária é fortalecer o Estado e sua missão maior: fazer do desenvolvimento um caminho concreto de justiça social.
*Nilson Fernandes
Diretor de Comunicação, Cidadania e Cultura do Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf)
jnilsonfe@gmail.com