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“O setor que deixou de ser sazonal” – Por Edgard Filipe

Edgard Filipe, CEO da Frosty.

Com o titulo “O setor que deixou de ser sazonal”, eis artigo de Edgard Filipe Segantini, CEO da Frosty. “Esse novo olhar amplia o papel do gelado comestível no dia a dia. O produto passa a ser consumido em diferentes momentos, não apenas como sobremesa, dialogando com conveniência e bem-estar. Esse comportamento impacta a indústria e o varejo, eleva o ticket médio e exige portfólios mais eficientes”, expõe o articulista.

Confira:

O mercado de gelados comestíveis passa por uma transformação estrutural. O que antes era um consumo pontual, associado ao verão, hoje ocupa um espaço mais frequente na rotina das pessoas. Esse movimento resulta da mudança de comportamento do consumidor, do avanço da inovação e de fatores externos, como o clima, que tem imposto períodos de calor mais longos.

As projeções reforçam esse cenário. Segundo levantamento do Senai-SP e da Abrasorvete (Associação Brasileira do Sorvete e outros gelados comestíveis), o consumo de sorvete deve crescer 50% até 2033 no Brasil, impulsionado, dentre outros fatores, pela ampliação do portfólio das indústrias. No país, esse crescimento vem acompanhado de desafios ligados à distribuição e à adaptação às novas demandas do consumidor.

A busca por equilíbrio deixou de ser tendência para se tornar regra. A saudabilidade já não é diferencial, é pré-requisito. Pesquisa da Mintel aponta que 74% dos brasileiros valorizam benefícios à saúde mesmo em alimentos indulgentes. Isso se reflete no avanço de produtos com menos açúcar, versões zero lactose, com proteína, ingredientes reconhecíveis e rótulos mais transparentes.

Esse novo olhar amplia o papel do gelado comestível no dia a dia. O produto passa a ser consumido em diferentes momentos, não apenas como sobremesa, dialogando com conveniência e bem-estar. Esse comportamento impacta a indústria e o varejo, eleva o ticket médio e exige portfólios mais eficientes.

Outro fator relevante é a valorização do regional. Sabores ligados à memória afetiva, frutas locais e referências culturais fortalecem a conexão emocional com o consumidor e ajudam a diferenciar marcas em um mercado competitivo.

O clima também redefine estratégias. Ondas de calor mais frequentes vêm reduzindo a sazonalidade do consumo. Nos Estados Unidos, dados da International Dairy Foods Association indicam que cerca de 90% da população consome sorvete ao longo de todo o ano. Esse comportamento começa a se refletir no Brasil, impulsionado pelas mudanças climáticas e pela diversificação da oferta. Diante desse cenário, o desafio em 2026 é inovar sem complicar. Simplicidade bem executada, clareza de posicionamento e foco na experiência do consumidor tendem a definir quem acompanhará a evolução do setor.

Diante desse cenário, o desafio em 2026 é inovar sem complicar. Simplicidade bem executada, clareza de posicionamento e foco na experiência do consumidor tendem a definir quem acompanhará a evolução do setor.

*Edgard Filipe Segantini

CEO da Frosty.

Eliomar de Lima: Sou jornalista (UFC) e radialista nascido em Fortaleza. Trabalhei por 38 anos no jornal O POVO, também na TV Cidade, TV Ceará e TV COM (Hoje TV Diário), além de ter atuado como repórter no O Estado e Tribuna do Ceará. Tenho especialização em Marketing pela UFC e várias comendas como Boticário Ferreira e Antonio Drumond, da Câmara Municipal de Fortaleza; Amigo dos Bombeiros do Ceará; e Amigo da Defensoria Pública do Ceará. Integrei equipe de reportagem premiada Esso pelo caso do Furto ao Banco Central de Fortaleza. Também assinei a Coluna do Aeroporto e a Coluna Vertical do O POVO. Fui ainda repórter da Rádio O POVO/CBN. Atualmente, sou blogueiro (blogdoeliomar.com) e falo diariamente para nove emissoras do Interior do Estado.

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